Na gestão de Ariano Requião de Carvalho, entre os anos de 1934 e 1936, foram instituídos os primeiros clássicos, destacando-se a realização do Grande Prêmio Princesa do Sul, em 08 de março de 1936, esse que ainda hoje é considerado o mais importante páreo da Tablada, e que naquele momento teve grande repercussão na imprensa pelotense: "uns e outros jamais poderiam imaginar, remotamente sequer, que o progresso do nosso turfe viesse a acentuar tão rapidamente e de um modo tão surpreendente, a ponto de proporcionar-nos esse match entre os principais cavalos do nosso Estado". (Diário Popular, 1936).

Tamanha é a sua importância que, em seus 75 anos de história, apenas por duas vezes não ocorreu em 1968, pela interrupção do trânsito de equinos no Brasil e em 2010, quando a Carta Patente do Hipódromo da Tablada foi cassada.

 

Passados os anos de glória, em 14 de janeiro de 2010, o Jockey Club teve sua Carta Patente - documento expedido pelo Ministério da Agricultura que autoriza o funcionamento da prática do turfe no Brasil - cassada, ocasionando assim, o fechamento e o período mais conturbado da história desta instituição.

Passados 10 meses, a atual diretoria, composta por Carlos Mazza e Renato Braga, conseguiu a renovação da Carta Patente, de forma que em 24 de outubro de 2010, o Jockey Club voltou a receber as tradicionais carreiras dominicais. Iniciou-se, então, o período destinado a reerguer o prado, tendo seu auge, até o momento, o tradicional Grande Prêmio Princesa do Sul, quando contou com milhares de espectadores.

 

Pelotas tem larga tradição em corridas de cavalos, de modo que já em 1836, Nicolau Dreys afirmava "presenciamos uma carreira de cavalos na planície ondulada que medeia entre a cidade de Pelotas e o rio São Gonçalo; vimos infinita alegria, muita gente, montões de ouro e prata e nenhuma desordem".

Naquela época, as corridas ocorriam em um prado localizado além da atual Estação Férrea. Sabe-se, ainda, que as corridas também ocorriam em um prado localizado no Bairro Fragata.

 

Na gestão do Dr. Álbio Faria Petrucci, entre 1947 e 1948, foi realizada a compra da sede social, localizada na Rua Sete de Setembro, imóvel que até então era alugado pelo Jockey Club.

Na década de 1950, foi instituído o serviço veterinário permanente com uma balança de pesagem para o controle dos animais, como também o seguro de acidentes de trabalho para os profissionais do turfe. E, em 07 de maio de 1954 foi assinada a escritura de aquisição do Terreno do Hipódromo em cerimônia realizada na Prefeitura Municipal de Pelotas.

 

Em 1930, um grupo de adoradores do turfe começou a se reunir com a intenção de fundar uma sociedade hípica de caráter civil e sem fins lucrativos. Esse grupo deu origem ao Jockey Club de Pelotas. Empossada, a primeira diretoria teve como missão consolidar a ideia que até então existia apenas no imaginário de seus idealizadores.

Em 10 de dezembro de 1932, na segunda diretoria, ocorreu a primeira corrida oficial. Nesse período ocorreu, também, a primeira exposição de potros do Rio Grande do Sul. Essa gestão foi responsável pelo lançamento da pedra fundamental do Hipódromo da Tablada - sendo a construção entregue ao construtor José Severghini - a inauguração ocorreria alguns anos depois.